Um dos mais complexos trabalhos da Polícia Civil de Santiago

Foi o que afirmou o delegado Guilherme Antunes, chefe da operação que durou 90 dias

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Santiago – RS – Chegou ao fim um dos casos mais difíceis já investigados pela Draco de Santiago. E tudo foi no mais absoluto silêncio. Foi o que afirmou o delegado Guilherme Antunes, chefe da operação que durou 90 dias. O brutal assassinato de Sadi Luís Pizzuti de Quadros, de 73 anos, em 1º de abril, na localidade de Cerca de Pedra, foi desvendado com a prisão do mandante e mais três envolvidos. O crime, que chocou a região, foi inicialmente tratado como latrocínio, mas a polícia comprovou que se tratava de um homicídio encomendado por vingança.

Nas fotos, o intermediador e o mandante do crime (a vítima está no detalhe)

Aqui, você confere como foi o trabalho que levou ao esclarecimento do caso em uma entrevista com o delegado Guilherme Antunes:

Como o crime foi cometido?
Delegado Guilherme: Dois sujeitos encapuzados invadiram a casa e mataram Sadi com três tiros, na frente da esposa.

Qual foi a arma usada?
Uma carabina calibre .22LR semiautomática.

Quantos tiros foram disparados?
Sete disparos. Três atingiram a vítima, que morreu no local.

Qual era a linha inicial da investigação?
Latrocínio (roubo seguido de morte).

Por que a polícia começou a duvidar do latrocínio?
Nenhum objeto foi levado, mesmo havendo joias, arma e relógio de ouro na casa.

Como os criminosos tentaram encobrir o crime?
Após matar Sadi, pediram dinheiro à esposa e mexeram em um guarda-roupa para simular um roubo.

Como a investigação avançou?
Com troca de informações com a Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal de Santa Maria e a 2ª DP de Rio Grande.

Quem são os executores?
Dois jovens de 18 e 24 anos, moradores de Rio Grande.

Quem foi o intermediário?
Um morador da localidade de Lava-pés, interior de Santiago, padrasto de um dos executores.

Quem é o mandante e por quê encomendou o crime?
Um sujeito de 75 anos. O motivo: uma agressão sofrida por ele dois anos antes, praticada pela vítima.

Que prova foi decisiva para confirmar o homicídio encomendado?
Apreensão e análise dos celulares dos executores.

Quanto foi pago aos executores? 20 mil reais.

Como foi o desfecho da operação?
Foram presos o mandante, o intermediário e os dois executores. Todos estão no presídio.

Qual sua avaliação de tudo isso?
Foi uma das investigações mais difíceis em meus 15 anos como delegado. Um caso de alta complexidade, com 90 dias de trabalho intenso e graças a várias equipes, de várias cidades, tecnologia de ponta foi possível chegar ao sucesso.

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