A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro de ter concordado com um plano que envolvia o assassinato do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Procuradoria, o plano fazia parte de uma suposta organização criminosa que buscava romper com a democracia e tomar o controle total dos Três Poderes.
Fraude no cartão da vacina
Essa é a primeira vez que Bolsonaro é denunciado criminalmente no STF desde que deixou a presidência. Além dele, Walter Braga Netto e mais 32 pessoas foram acusados de participação na trama golpista. A denúncia, que será analisada pela Primeira Turma do STF, representa o avanço das investigações que já apontaram o envolvimento de Bolsonaro em outros casos, como fraudes em seu cartão de vacinação e a venda de joias sauditas. O ex-presidente nega todas as acusações e afirmou não estar preocupado com o caso.
“Punhal Verde Amarelo”
A denúncia, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, aponta que o plano, chamado de “Punhal Verde Amarelo”, teria sido estruturado dentro do Palácio do Planalto com o objetivo de neutralizar o STF e criar as condições para um golpe de estado. Entre os métodos planejados estavam o envenenamento de Lula e o assassinato de Moraes. Além disso, a denúncia destaca outros planos, como a “Operação Copa 2022”, que buscava criar comoção social e levar o Alto Comando do Exército a apoiar a ruptura institucional.
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