Ele admitiu ter distribuído uma parcela desse montante diretamente para sua família, incluindo dez pagamentos para sua ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, totalizando R$ 56.073,10.
As movimentações financeiras suspeitas chamaram a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e foram alvo de investigação pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro.
O Coaf apontou que as transferências foram entre 1º de janeiro e 4 de julho e possivelmente estariam relacionadas com uma campanha de arrecadação promovida por aliados para pagar despesas do ex-presidente, que ficou inelegível na Justiça Eleitoral, ficou com os bens bloqueados por não quitar multas.
Bolsonaro defendeu que os pagamentos feitos aos familiares ocorreram antes da campanha do Pix e foram destinados para diversas despesas da casa e das filhas. Ele também afirmou receber mensalmente o valor de duas aposentadorias e uma remuneração do partido PL, o qual o nomeou presidente de honra após perder a reeleição para Lula.
Por outro lado, o ex-presidente não explicou as transferências feitas para a síndica do condomínio onde seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, reside em Brasília. Também foram apontados pagamentos suspeitos para uma Casa Lotérica em nome de um irmão de Bolsonaro, Angelo Guido Bolsonaro, bem como repasses para um tenente do Exército, Osmar Crivelatti, que Bolsonaro alegou ser um dos seus assessores, reembolsando-o através do sistema Pix.
O Coaf destacou essas movimentações como suspeitas de “burla fiscal e lavagem de dinheiro”.



