
No evento de filiação do PL, no interior de São Paulo, o ex-presidente Bolsonaro afirmou ter lido a bula de uma vacina e alegou que a composição incluía “grafeno”, substância que supostamente se acumularia nos testículos e ovários.
Essas informações falsas levaram Bolsonaro a ser alvo de um inquérito do Supremo Tribunal Federal. Anteriormente, o ex-presidente já havia associado a vacinação ao vírus da Aids.
Após espalhar informações sobre vacinas contendo grafeno, no dia seguinte, o ex-presidente Jair Bolsonaro recuou de sua afirmação e pediu desculpas.
Em uma publicação nas redes sociais, ele admitiu o equívoco e mencionou que a relação entre a substância e as vacinas havia sido desmentida anteriormente. As bulas das vacinas Pfizer, Coronavac e Janssen, distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não fazem menção à presença de grafeno em sua composição.
O recuo de Bolsonaro ocorre poucos dias antes de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma ação movida pelo PDT, na qual é acusado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a pré-campanha eleitoral de 2022. O ex-presidente decidiu corrigir sua declaração para evitar prejudicar sua situação no julgamento.
Ele também afirmou que as expectativas não são boas, mas pediu aos seus apoiadores que não se apavorem diante do resultado da votação.
Fonte: cartacapital



