A gravação revela Bolsonaro exigindo dos ministros a promoção de desinformações e ataques contra a Justiça Eleitoral.
Em uma reunião no dia 5 de julho de 2022, o ex-presidente Bolsonaro discutiu com seus ministros sobre intervenções antes das eleições presidenciais, sugerindo ações contra uma suposta fraude eleitoral em favor de Lula da Silva.
Durante o encontro, capturado em vídeo e posteriormente apreendido pela Polícia Federal, Bolsonaro expressou convicção de que as eleições seriam manipuladas para garantir a vitória de Lula, apesar de não apresentar provas para suas alegações.
“Daqui pra frente quero que todo ministro fale o que eu vou falar aqui, e vou mostrar. Se o ministro não quiser falar ele vai vim falar para mim por que que ele não quer falar. Se apresentar onde eu estou errado eu topo. Agora, se não tiver argumento pra me ti… demover do que eu vou mostrar, não vou querer papo com esse ministro. Tá no lugar errado. Se tá achando que eu vou ter 70% dos votos e vou ganhar como ganhei em 2018, e vou provar (como que eu ganhei), o cara tá no lugar errado”, disse o então presidente no ato.
Este vídeo se tornou uma peça-chave na Operação Tempus Veritatis, desencadeada em 8 de fevereiro de 2024, com múltiplas ordens judiciais visando o próprio ex-presidente, ex-ministros, ex-assessores e outros aliados.
A gravação revela Bolsonaro exigindo dos ministros a promoção de desinformações e ataques contra a Justiça Eleitoral, apontando para um desvio de finalidade nas funções do cargo.
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal destacou a gravidade das ações discutidas na reunião, que incluíam incitações a uma ruptura institucional.
O encontro contou com a presença de figuras-chave do governo, todas sob investigação.
A divulgação do vídeo pela Polícia Federal coloca em evidência a tentativa de subverter o processo eleitoral, marcando um episódio sombrio na política brasileira.

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