Manifestação em Bossoroca contra fechamento de escola

A comunidade do assentamento Primavera pressiona o prefeito para não fechar a Paulo Freire

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Bossoroca – RS – (Região de São Luiz Gonzaga). Uma grande mobilização tomou conta da frente da prefeitura contra a decisão de fechar a Escola Municipal Paulo Freire. Localizada no assentamento Primavera, a escola é considerada fundamental para as famílias da reforma agrária que vivem na região há muitos anos. O grupo de pais, professores e moradores está pressionando o prefeito Beto Nascimento para que ele desista da ideia e mantenha o colégio funcionando. A decisão de fechamento já tem dada. Porém, após o manifesto, o prefeito ficou de analisar melhor e vai da uma resposta ainda nesta semana.

A falta de diálogo com os pais

A revolta da comunidade aumentou porque a decisão de encerrar as atividades foi tomada sem nenhuma conversa prévia com quem utiliza o serviço. Pais e alunos foram pegos de surpresa pela medida, que ignora o papel social e educacional que a estrutura exerce no campo. Lideranças locais afirmam que o prédio é mais do que uma construção, pois representa a convivência e o carinho que as famílias construíram com a comunidade escolar ao longo do tempo.

O apoio de deputados

O caso ganhou repercussão estadual e atraiu o apoio de parlamentares que defendem a educação no campo. Os deputados Edegar Pretto Filho e Paulo Pimenta se manifestaram.

Um documento oficial será entregue na prefeitura na próxima segunda-feira questionando os motivos técnicos do fechamento e pedindo que o prefeito reveja a situação. O argumento é que as escolas rurais precisam de valorização e qualificação, em vez de serem desativadas, o que obriga crianças a viajarem longas distâncias para estudar.

A promessa de luta pela escola

Os manifestantes garantem que vão lutar até a última instância para manter a Escola Paulo Freire aberta. A promessa é de que o movimento ganhe força nos próximos dias caso a administração municipal não abra um canal de negociação. Para os assentados, o fechamento representa um retrocesso no desenvolvimento das famílias do interior e uma ameaça ao direito de estudo perto de casa. Redação João Lemes.

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