Santiago – RS – (por João Lemes) Tem partido que governa. E tem partido que marca época. O MDB de Santiago entra no segundo grupo. Pode não estar no poder hoje, mas tem uma história que ninguém apaga. Passou por décadas segurando bandeira, formando liderança e mantendo presença, mesmo quando a maré não ajudava. (veja como foi a festa)
Raiz forte
Lá atrás, com nomes a exemplo de Arizoli Gindri e Olgi Krebs, o MDB era linha de frente. Depois veio Vumar Leite, que em 1992 quebrou a sequência do PP no poder, ao lado de Paulo Rosado, do PDT. Um feito grande. Mas também foi um governo que se perdeu no meio do caminho. Briga, vaidade, confronto com a imprensa. Resultado: abriu espaço para o outro lado voltar ainda mais forte.
Espaço perdido
Desde então, o MDB foi ficando. Nunca sumiu. Sempre teve vereador, sempre teve candidato. Mas perdeu força. E enquanto isso, o PP foi fazendo o que sabe: ocupando espaço. Hoje, goste ou não, domina o cenário. E não é só por mérito próprio. Teve muita gente que ajudou, inclusive quem deveria fazer oposição.
Sinal de reação
Agora aparece um movimento. Diniz Cogo, o Gringinho da Betânia, tenta reorganizar a casa. Festa, mobilização, discurso de renovação. É um recomeço. E, hoje, diga-se: é um dos poucos que ainda bate de frente com o sistema que se criou na cidade.
E o futuro?
História bonita não ganha eleição. Ajuda, mas não resolve. O MDB precisa mais do que memória. Precisa de postura, união e cara nova. Porque política é simples: quem não ocupa espaço, alguém ocupa. E em Santiago, faz tempo que quase todo mundo já foi abocanhado.





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