A primeira delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid trouxe informações que implicam nove pessoas já indiciadas pela Polícia Federal no inquérito que investiga as tentativas de golpe de Estado no Brasil.
Entre os citados estão nomes de figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo assessores, aliados e militares. Cid detalhou os bastidores das articulações que ocorreram após as eleições de 2022, que deram a vitória Lula da Silva, e revelou como o grupo buscava formas de contestar o resultado das urnas e romper com a democracia.
A delação de Cid é considerada um dos principais elementos da investigação conduzida pela Polícia Federal, que já indiciou Bolsonaro e diversos aliados sob suspeita de participação nos atos antidemocráticos.
A polícia segue analisando os dados fornecidos por Mauro Cid, que têm sido decisivos para esclarecer os papéis desempenhados pelos envolvidos. O inquérito busca identificar as responsabilidades individuais e coletivas no planejamento e na tentativa de execução de um golpe de Estado.
OS GRUPOS IAM DE MODERADOS A RADICAIS
“moderados” – Segundo o ex-ajudante de ordens, depois da vitória de Lula, três grupos gravitavam em torno de Bolsonaro. A primeiro deles de cque teriam uma linha política. A intenção desse grupo era transformar Bolsonaro em um “grande líder da oposição”. Alguns dos integrantes seriam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União.
“moderados” – Havia ainda os “moderados”, que diziam concordar com “as injustiças” do Brasil, mas não eram a favor de uma intervenção radical. “Entendiam que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições, qualquer coisa em outro sentido seria um golpe armado”, afirma Cid. Participantes incluiriam o general Freire Gomes, então comandante do Exército, além do general Paulo Sérgio Nogueira, que era ministro da Defesa.
“radicais” – O terceiro grupo, segundo a delação, era composto por “radicais”, que era dividido em dois núcleos: um que seria a favor de ir atrás de uma suposta fraude nas urnas. Outra parcela “era a favor de um braço armado”. Estavam inclusos, de acordo com o documento, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.
Cid cita ainda como parte da ala mais radical e que conversava “constantemente com o ex-presidente, instigando-o para dar um golpe de Estado” a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
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