Roberta afirmou ter sido amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse que o presidente sabia dessa relação. Segundo ela, o filho de Lula participou de reuniões com ministros “inúmeras vezes”.
Nacional – “Não serei eu o boi de piranha”, afirmou a empresária Roberta Luchsinger ao dizer que pretende colaborar com os investigadores. Em entrevista à CNN Brasil, ela declarou que não pouparia ninguém nas denúncias. Questionada sobre as provas que apresentaria, disse que uma decisão judicial a impede de falar sobre a investigação. A manifestação não significa que um acordo de delação já tenha sido firmado.
As acusações
Roberta afirmou ter sido amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse que o presidente sabia dessa relação. Segundo ela, o filho de Lula participou de reuniões com ministros “inúmeras vezes”. A empresária também afirmou que passou a receber ameaças de mort3 após o presidente chamá-la de “pilantra” em uma entrevista, em agosto. Ela atribuiu a Lula responsabilidade pelas ameaças, mas a reportagem não apresenta comprovação dessa ligação.
A investigação
A Polícia Federal investiga Roberta por suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes. Uma das linhas apura se ela acertou ações com Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para abrir portas no governo e conseguir negócios, e se havia apoio de Lulinha. Conforme a reportagem, o filho do presidente é alvo de três inquéritos e teve uma viagem a Portugal paga por Antunes para conhecer um projeto de cannabis medicinal.
As relações no governo
Ainda segundo a reportagem, Roberta teria visitado órgãos federais mais de 40 vezes entre 2023 e 2025, sem registro nas agendas oficiais das autoridades. O ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro admitiu ter recebido dinheiro dela, mas afirmou que se tratava de um empréstimo pessoal já quitado. Na entrevista, a empresária negou atuar como operadora do esquema do INSS e disse nunca ter mantido contratos públicos.
A resposta de Lula
O presidente negou qualquer interlocução ou conexão com Roberta e afirmou que não existe contrato do governo federal com ela. Lula também questionou a divulgação das declarações às vésperas do segundo turno e classificou o episódio como uma tentativa de interferir na escolha dos eleitores. As suspeitas citadas seguem como objeto de investigação, sem representar conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH, com entrevista da CNN Brasil)
(Redação, João Lemes. Fonte: Rafael Menezes)
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