São Francisco de Assis e a Revolução Libertadora de 1923

Veja o contexto histórico e político de um marco na nossa história e que rendeu muitos livros e até documentários

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(por Valdevi de Lima Maciel – historiador) A Revolução Libertadora de 1923 chegou a São Francisco de Assis em 02 de outubro, culminando em um combate de duas horas. Este evento foi resultado de tensões políticas acumuladas desde a instauração da República, que não seguiu os ideais democráticos e federativos da República Riograndense. O Partido Republicano Rio-grandense (PRR) governava de forma autoritária, perseguindo adversários políticos. (na foto acima, o cantor Nilton Ferreira)

Antecedentes violentos

A região já havia testemunhado violência política, como na Revolução Federalista de 1893, que resultou na morte brutal de dois mártires locais: Coronel Ignácio Cortes e João de Deus. Posteriormente, uma alta autoridade republicana foi assassinada após ordenar a morte de opositores. O Coronel Manoel Pereira Viana também sofreu traição de seus próprios companheiros de partido.

O combate de 1923

No dia 02 de outubro, o Intendente Carlos Gomes, junto com a guarda municipal e correligionários, defendeu a intendência contra os revolucionários liderados pelo Coronel Hortêncio Rodrigues. Após o combate, o engenheiro Hugo Nogueira Oliveira (Maragato) assumiu brevemente como intendente federalista, seguindo um padrão ocorrido em outros municípios do estado.

Necessidade de mais estudos

O autor ressalta a importância de aprofundar os estudos históricos para compreender melhor as razões por trás do combate de 02 de outubro de 1923. O historiador sugere que os motivos vão além da luta por democracia, liberdade política e contra a fraude eleitoral, indicando a existência de complexidades locais que merecem ser investigadas.

VEJA O DOCUMENTÁRIO

QUEM GANHOU E QUEM PERDEU – Projeto do Cantor Eri Côrtes Contemplado pela Lei Paulo Gustavo Lei complementar nº 195/2022 – de São Francisco de Assis – mostra uma síntese do que aconteceu na praça Coronel Manoel Viana em 1923 entre Chimangos e Maragatos – Conta com uma música com letra de Paulo Ricardo Costa e Eduardo Monteiro Marques e música de Eri Côrtes, na Interpretação de Eri Côrtes e Nilton Ferreira – além da Gaita de Edson Machado e os violões de Halber Lopes. Também tem a Participação de Valdevi Maciel explanando sobre o tema e encenação de Jusselaine Guedes e Bruna Guedes. Produção e Imagens de PRODUZA Produtora – Material todo gravado em São Francisco de Assis em Março de 2024.

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