Santa Maria – Integrantes e apoiadores da Associação Cannábica Ascamed realizaram um ato no Parque Itaimbé para protestar contra a destruição de materiais que poderiam ser usados na produção de óleos medicinais durante uma operação da Polícia Federal. Cerca de 200 pessoas, entre pacientes, familiares, profissionais da saúde e ativistas, participaram da mobilização.
Durante o protesto, o presidente da Ascamed, Matheus Almeida Hampel, leu um manifesto denunciando que a operação ignorou o reconhecimento legal do trabalho da associação. Segundo ele, a Polícia Federal destruiu a produção sem considerar a decisão favorável do Ministério Público Federal.
A Ascamed exige a devolução do material para evitar prejuízo ao tratamento de mais de 900 pacientes. Enquanto isso, a entidade recebe apoio de outros produtores para garantir a continuidade do atendimento. A diretora social Júlia Silverter reforçou o compromisso da associação com a saúde dos pacientes.
O que foi a operação
Em 14 de março de 2025, a Polícia Federal realizou a Operação Desvio Verde, visando investigar irregularidades no cultivo de cannabis e na produção de medicamentos derivados sem autorização sanitária. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma propriedade rural de Caçapava do Sul e na sede da Associação Cannábica Ascamed, em Santa Maria. Foram incinerados 422 pés e 480 mudas de cannabis, além de apreendidos mais de 300 frascos de óleo prontos para distribuição.
Fonte: Diário de Santa Maria.
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