Jaguari: O que falta saber sobre o militar condenado por homicídio?

Quem é Leones Dalosto? Qual seu posto no Exército? Por que estava na reserva? Ele será expulso? Em quanto tempo pode sair para o semiaberto?

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Jaguari – O militar da reserva Leones Dalosto foi condenado a 19 anos e três meses de prisão pelo assassinato do servidor municipal Gustavo Medeiros em abril de 2022. O crime ocorreu dentro da Secretaria de Educação e Turismo. A vítima foi alvejada pelas costas. O promotor Eduardo Fagundes enfatizou a importância do julgamento, ressaltando que a condenação trouxe um mínimo de paz e conforto para a família e amigos de Medeiros.

Promotor quer mais cadeia para militar condenado

Expulsão – O Ministério Público anunciou que recorrerá para aumentar a pena. O promotor Fagundes ainda planeja oficiar o Exército para a expulsão do réu dos quadros militares, destacando a necessidade de uma punição exemplar devido à natureza torpe do crime, motivado por desavenças comerciais relacionadas à venda de um imóvel.

Imagem: Reprodução

Por quanto tempo o réu pode atingir o semiaberto?

Se a pessoa foi condenada por um crime hediondo ou equiparado, a progressão de regime para o semiaberto (saindo de dia e voltando à noite) geralmente ocorre após o cumprimento de dois quintos (40%) da pena total, caso o réu seja primário. Considerando uma condenação de 19 anos para crimes hediondos com réu primário: 40% de 19 anos é cerca de 7 anos e seis meses. Se a pessoa já cumpriu quase 3 anos, faltariam em torno de 4 anos e 5 meses para atingir a marca de 40%.

Possibilidade de expulsão

A expulsão de um militar da reserva é um processo complexo e ocorre apenas após o trânsito em julgado da sentença. Ele pode perder sua condição e seus benefícios se for condenado a mais de dois anos de prisão por sentença transitada em julgado, conforme previsto no Estatuto dos Militares.

Por que ele estava na reserva?

Dalosto é tenente reformado e seu salário gira em 7 mil. Ele está preso no quartel da Artilharia em Santiago desde 2022. Quando estava na ativa, atuava como instrutor na academia em Pirassununga São Paulo. Foi quando perdeu a mão durante uma instrução. Segundo apurou o NP Expresso, um aluno teria puxado o pino de uma granada. Então, Dalosto pegou rapidamente o artefato e colocou dentro do seu capacete para evitar que os demais se corressem riscos.

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