Monumentos marcaram pra sempre a última guerra gaúcha do coronelismo

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São Chico – Na terça, 12, foram inaugurados os monumentos alusivos aos 100 anos do combate de 1923. A solenidade ocorreu na praça Coronel Manoel Viana e no cemitério.

A Revolução de 1923 é considerada a última guerra gaúcha do coronelismo, encerrando um ciclo iniciado em 1835 e continuado em 1893, conforme destacado pelo historiador Antônio Augusto Fagundes.

Maragatos e Chimangos

A Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido no estado brasileiro do RS, em 1923, em que lutaram, de um lado, os partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros (Borgistas ou Chimangos) de lenço branco, e de outro os revolucionários aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil, chamados Assisistas ou Maragatos, que usavam lenço vermelho.

São Chico pela Paz

A Campanha de São Francisco de Assis e a ocupação de Pelotas em setembro de 1923 marcaram um ponto crítico na Revolução, quando as forças revolucionárias, sob o comando do general Honório Lemes, enfrentaram as tropas governistas lideradas pelo general José Antônio Flores da Cunha.

O fim de revolução

Após intensos combates em São Francisco, onde os maragatos atacaram a cidade, a Revolução se encaminhou para o seu declínio. Zeca Netto, buscando uma última estratégia, atacou Pelotas em outubro, mantendo a cidade sob controle por apenas seis horas antes de se retirar diante do reagrupamento das forças governistas.

Borges ficou

O tratado de paz, conhecido como Pacto de Pedras Altas, foi assinado em dezembro de 1923, reformando a Constituição de 1891 e trazendo importantes mudanças políticas para o Rio Grande.

O acordo permitiu a permanência de Borges no governo gaúcho até 1928, mas com restrições, e teve repercussões significativas na política gaúcha, influenciando eventos posteriores, como a ascensão de Getúlio Vargas em 1930.

Presenças nos atos solenes

Do prefeito Paulo Cortelini; dos secretários Domingos Bianchini e Jaqueline Gindri; da diretora de Cultura Prescila Saquet; do assessor jurídico Fábio Paz; do presidente do Instituto Histórico e Geográfico Miguel Frederico do Espírito Santo; do representante do Tribunal Militar do estado, coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues; do artista edificador das obras Tadeu Martins; do advogado Jari Espig, e da professora Valdreani de Carvalho Porto. O historiador Valdevi de Lima Maciel fez um pronunciamento, relembrando um pouco da história.

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