Mulher, amante e mais duas pessoas são condenadas por matar e esconder corpo

O crime foi motivado por questões financeiras e um relacionamento extraconjugal

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Cruz Alta – De acordo com a matéria do site Bei, a Justiça condenou quatro pessoas pelo assassinato de Alexandre Didoné, ocorrido em 2013, e pela ocultação de seu cadáver. O crime, motivado por questões financeiras e um relacionamento extraconjugal, envolveu a então esposa da vítima, Eliane Fátima da Silva Stein, seu amante Florinaldo da Silva Baptista Júnior, e mais duas pessoas que colaboraram na execução.

Detalhes

  • Alexandre Didoné, com 36 anos na época, foi morto entre os dias 29 e 30 de agosto de 2013, em sua casa, após ser dopado e receber dois golpes de bastão na nuca.
  • Seu corpo foi enterrado sob uma ponte no município de Pejuçara e permaneceu desaparecido por mais de dois anos.
  • A motivação foi financeira, já que Didoné estava prestes a receber o pagamento pela venda de terras. Eliane e Florinaldo planejavam viver juntos e, para isso, decidiram eliminá-lo.

Condenações:

  1. Eliane Fátima da Silva Stein (esposa e mentora do crime):
    • Pena: 23 anos e 4 meses de prisão.
  2. Florinaldo da Silva Baptista Júnior (amante):
    • Pena: 12 anos e 2 meses (reduzida por colaboração para encontrar o corpo).
  3. Marcos Roberto Fonseca (executor):
    • Pena: 18 anos de prisão.
  4. Marisa de Fátima Baptista Fonseca (cúmplice e irmã de Florinaldo):
    • Pena: 10 anos de prisão.

Contexto e investigação:

Após assassinar Didoné, Eliane afirmou à polícia que ele teria viajado ao Uruguai e nunca mais retornado. A investigação da Polícia revelou, no entanto, que o crime havia sido planejado para garantir que Eliane e Florinaldo ficassem com os bens da vítima. Os outros dois condenados teriam recebido dinheiro para ajudar na execução.

Julgamento

O julgamento ocorreu em fevereiro de 2025, após ter sido adiado anteriormente em 2023 e 2024. Ele durou dois dias e terminou com as prisões dos réus no plenário do Fórum de Cruz Alta. Todos foram condenados por homicídio qualificado (motivo fútil, mediante recompensa, e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

Esse caso chocou a cidade de Cruz Alta devido à brutalidade do crime e ao longo tempo em que permaneceu sem solução.

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