Você seria capaz de ficar quatro noites e três dias na fila para tentar garantir uma vaga para seu filho em uma escolinha municipal? Alguns assisenses mostraram que são capazes de tudo. Eles acamparam desde quinta (28) à noite em frente à Emei Lucinda Chimelo, no bairro Mandarino, que abriu as inscrições apenas na segunda, 2. O assunto ganhou repercussão até mesmo na Câmara.

Quase todos os anos é assim. Por medo de faltar vagas Muitos pais ficam até 4 dias e 4 noites na fila de alguma escolinha. As chamadas creches, como alguns insistem em dizer. Conforme a redação conversou com alguns professores, existem vagas nas outras escolinhas também. Inclusive nesta que é a mais procurada (a Lucinda Chimelo)
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O que diz a direção
Cleonice Lunardi Cogo, diretora da escola Lucinda Chimelo, explicou que oferecer senhas ou fichas a quem está na fila não garantiria solução. Essa prática não iria assegurar uma vaga, complicando ainda mais a situação para aqueles que chegam depois. A diretora destacou que a escolinha é bem localizada, com boas instalações e uma ótima equipe de 22 servidores, fato que explica sua preferência. Essa escola atende aos bairros Mandarino, Italiano, Santo Antônio e Centro. Quando sobram vagas, ela aceita alunos de outros locais.

O debate político
Falta de organização – O tema ganhou repercussão na Câmara. O vereador Lone Bianchini (PP) criticou a falta de organização da Prefeitura. Para ele, deixar cidadãos no tempo é desumano e poderia ter sido evitado com uma melhor estratégia de distribuição de fichas. Segundo Bianchini, a solidariedade dos vizinhos que abrigaram as pessoas foi crucial.


Por outro lado, o vereador Nilo Santos (PP) reforçou que as filas foram consequência do medo pela falta de vagas. “Não havia vagas. Depois é que elas apareceram. Faltou um alerta da Secretaria, uma comunicação eficaz com as famílias, avisando que haveria vaga”, disse Nilo.
Mal-entendido – Miguel Lamberti (MDB) admitiu que houve um mal-entendido sobre a disponibilidade de vagas e destacou a chegada de novos recursos para a construção de mais uma creche, prometendo aliviar a pressão futura.
Sensacionalismo
Franklin Buiú (PDT), atual presidente da Câmara, pontuou que a distribuição de fichas poderia gerar mais problemas do que soluções, já que não havia garantia de que esse sistema funcionasse. Para ele, a situação não é fruto de má intenção administrativa, mas sim da desinformação, mal-entendidos e até de sensacionalismo.

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