O tango da Câmara: veja os detalhes do escândalo do assunto no Estado

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Vereadores agredidos

Santiago – O vereador Gildo Fortes e Magdiel Bissaco (PL) vêm apresentando denúncias de supostos superfaturamento de serviços mecânicos na Prefeitura. Nesta terça (5), depois de ser pauta da sessão do dia anterior, o assunto virou caso de polícia. Segundo relato do vereador Magdiel, o servidor municipal Márcio Sudati, cargo de confiança (CC) e chefe da oficina municipal (atualmente de férias), “foi tirar a saber”. Ele teria chegado ao gabinete de Gildo Fortes, transtornado, e, já em tom ameaçador, dito palavras de calão, falando “nós vamos conversar lá fora”.

YouTube video

Ainda, de acordo com Magdiel, Gildo levou um empurrão. Neste momento, Magdiel tentou intervir e também foi agredido com empurrões e um mata-leão. Diante da situação, Gildo buscou ajuda do presidente João Alberto. A Brigada rapidamente chegou. O restante da confusão foi filmado e amplamente divulgado na rede social.
Os vereadores alegam que em nenhum momento citaram na tribuna o nome do servidor ou de algum outro. Por sua vez, Márcio alegou que Magdiel o empurrou pelas costas e, com os ânimos alterados, entrou em luta com o vereador.

Reincidência

De acordo com Magdiel Bissaco, não é a primeira vez que um vereador é ameaçado em seu local de trabalho. Fato semelhante já aconteceu com um vereador progressista, porém, não houve agressão física. Ele irá cobrar da presidência algo relativo à segurança de todos.

Gildo Fortes não quis se manifestar sobre o ocorrido, pois, segundo Magdiel, está muito abalado e de atestado médico, na luta contra um câncer. Adiantou que o colega só irá retornar quando se sentir seguro em seu local de trabalho.

Pedido de providência e agradecimento

“O Legislativo foi violado. Esperamos uma atitude da presidência, visto que no ocorrido os vereadores e até o presidente foram dar todo o apoio a esse senhor que estava transtornado”, relatou Magdiel.

Magdiel Bissaco e Gildo Fortes

Lembrou também de agradecer à Brigada pelo rápido atendimento e a todos pelo apoio, inclusive de servidores municipais concursados que se posicionaram contrários com a atitude do colega.

Nota de repúdio

O presidente do Partido Liberal, Miguel Bianchini, manifestou repúdio pelas agressões sofridas pelos vereadores, ressaltando que eles estavam trabalhando, atendendo a população, cumprindo a missão de fiscalizar os atos do Executivo e de representar o povo santiaguense. “O Parlamento Municipal foi violentado pela primeira vez na sua história, e atos como estes são inaceitáveis numa cidade que se diz educadora e num país democrático onde o povo governa através de seus representantes eleitos”, divulgou.

O presidente da Câmara, João Alberto de Lima (PP), também repudiou o acontecido, porém não informou quais as providências irá tomar em relação à segurança na Câmara.

João Alberto

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