Santiago – RS – (Região Central) – A juíza manteve a ordem para que a RGE ligue a energia na casa de Gláucia Brutti. Segundo a moradora, ela poderá reavaliar a multa daqui a 15 dias, mas explicou que não poderia determinar o acompanhamento de um oficial de Justiça por se tratar de um serviço técnico.
A audiência ocorreu sem acordo. Conforme o advogado Heitor Leal, a RGE informou que não aceitaria nenhuma das alternativas apresentadas. A família aguarda há mais de um ano por uma ligação própria, embora a Justiça já tenha dado prazo de 48 horas para o serviço, sob multa diária de mil reais, limitada inicialmente a 15 mil.

A espera da perícia
A perícia ficou marcada para outubro, e a RGE terá um mês para pagar o profissional, segundo Gláucia. A moradora teme outra demora, pois afirma que a empresa não fez esse pagamento na oportunidade anterior. A RGE sustenta no processo questões técnicas e de segurança, enquanto a família apresentou um laudo apontando condições para a ligação.
A luta pelos filhos
Gláucia foi à audiência no frio, acompanhada dos filhos, e disse que pediu uma solução como mãe. A família não consegue manter um gerador e também perdeu o cabo de energia que recebia de uma vizinha. Ela afirma que seguirá mobilizando a comunidade e a imprensa, pois considera a luz um direito dela e dos filhos.
Segundo Gláucia, foram oferecidas três alternativas: a ligação, a indenização pelo terreno para que a família construísse em outro ponto ou a mudança da rede. Nenhuma foi aceita, conforme ela e o advogado. Enquanto a discussão continua na Justiça, Gláucia, o marido e os filhos permanecem sem luz. (Redação, João Lemes. Fontes: Gláucia Brutti, advogado Heitor Leal, RGE e decisão judicial)

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