Compras pela internet mudam comércio e empregos em Santiago

A média de 2.180 entregas diárias mostra a mudança nos hábitos dos consumidores e os desafios para as lojas

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Santiago – RS – (Região de Santa Maria) – O comércio de Santiago passa por mudanças que já aparecem nas lojas e no mercado de trabalho. O coordenador regional do SINE, Ricardo Flores Monteiro, falou sobre o assunto no podcast Estação NP, apresentado por Rafael Nemetz. Responsável por 15 agências da Região Central, Ricardo trouxe números sobre as compras pela internet, explicou por que algumas lojas estão fechando e destacou a falta de trabalhadores qualificados para preencher as vagas disponíveis.

Mais de duas mil entregas por dia

Um levantamento feito por Ricardo apontou uma média de 2.180 entregas diárias de produtos comprados pela internet em Santiago. O número reúne diferentes plataformas de vendas. Segundo ele, a pandemia acelerou essa mudança e muita gente passou a comprar pelo celular. O comércio tradicional sente os efeitos, principalmente nas vendas de eletrônicos e roupas mais baratas. Já os materiais de construção, supermercados e lojas de roupas de maior valor ainda mantêm vantagens no atendimento presencial.

Aluguéis caros e lojas fechadas

Outro assunto foi a quantidade de lojas vazias no centro de Santiago. Ricardo explicou que os aluguéis chegaram a valores muito altos nos últimos anos. Algumas peças comerciais custavam entre 8 mil e 15 mil por mês, com casos chegando a 20 mil. Com as mudanças nas vendas, muitos comerciantes passaram a procurar locais mais baratos ou trabalhar pela internet. Segundo ele, nem toda loja que fecha encerra suas atividades. Algumas apenas mudam de endereço para reduzir os gastos.

Emprego existe, mas falta qualificação

Ricardo também falou sobre a dificuldade das empresas para contratar trabalhadores preparados. Ele destacou os cursos gratuitos oferecidos pelo Corede Vale do Jaguari em parceria com a URI, que fornece os certificados. Entre as atividades estão cursos de alimentação, açougueiro e outras profissões. Uma turma de açougueiros conta com 15 alunos e sete já estavam sendo encaminhados para oportunidades de trabalho. O SINE participa dessa aproximação entre os profissionais e as empresas. Ricardo defendeu que a qualificação precisa ser feita pelas instituições de ensino e pelo poder público, já que muitos empresários não conseguem oferecer treinamento completo.

Cursos gratuitos abrem oportunidades

A entrevista também mostrou exemplos de cursos que já ajudaram moradores a conseguir emprego. Ricardo citou a formação de mulheres na construção de casas pré-fabricadas e o trabalho de costura em Cacequi, onde existe a possibilidade de instalação de uma empresa com 20 vagas iniciais. Ele lembrou que muitos cursos são gratuitos e mesmo assim enfrentam dificuldades para conseguir alunos. Para Ricardo, o mercado continua oferecendo oportunidades, mas exige preparação. A conversa completa está disponível nas redes sociais do NP Expresso e Nova Pauta e no YouTube do NP Expresso.

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