(por Ruy Gessinger) Uma grande amizade que fiz em Santiago foi com uma pessoa vinda de uma família antiga e nobre.
Tratava-se de Italo Minuzzi.
Era um homem extremamente correto. Dava-se com todas as pessoas. Não pretendia nada com a política.
Comecei a falar com ele e formamos uma dupla de tênis. Éramos inseparáveis e todas as tarde, depois da hora de expediente, íamos para o tênis. Nas duplas ele estava muito treinado.
Não havia necessidade de explicar as regras do tênis, que por vezes são esquecidas principalmente com a ética.
Nada de gritos, discussões (como é no futebol, onde reina a bagunça).
Esse meu querido companheiro era um homem exemplar, correto. Ele começou a dar aulas de tênis para jovens e crianças, de graça.
Nunca reclamava quando jogava “às verdas”.
Eu o procurava tão logo chegava em Santiago. Era algo maravilhoso, porque nos sentávamos perto da quadra e íamos conversando.
Voltei para nossa casa em Santiago e na da Fazenda.
Fiquei, por motivos de negócios, uns meses sem encontrar meu amigo.
Pois bem.
Acontece que meu inesquecível amigo estava com problemas e hospitalizado.
Achei que não era algo tão grave.
Pois é: meu amigo e atleta querido, se foi sem avisar.
Trocou de parceiro, me abandonou. Foi para o céu.
Foi ensinar tênis aos anjos.
Me aguardará no céu.
(Na foto, meu filho Rudolf e Italo MInuzzi)





