Santiago também tem o seu Orelha

Os exemplos de cuidado com animais comunitários em Santiago

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Santiago – RS – (Por João Lemes) – A comoção gerada pela morte do cão comunitário conhecido como Orelha, covardemente assassinado na Praia Brava, em Florianópolis (SC), reacendeu o debate sobre maus-tratos e a responsabilidade coletiva no cuidado com animais que vivem nas ruas, mas que pertencem, simbolicamente, à comunidade. O Orelha era dócil, conhecido por moradores e frequentadores da praia, vivia solto, mas era alimentado e protegido por diversas pessoas. Encontrado com ferimentos graves após desaparecer, o animal não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia, em um caso que gerou protestos, investigação policial e repercussão nacional.

O episódio escancarou não apenas a crueldade do ato, mas também a importância dos animais comunitários, que criam vínculos afetivos com o entorno onde vivem. Orelha era mais do que um cachorro de rua: era parte da rotina, da paisagem e da identidade local da Praia Brava, assim como ocorre em muitas cidades brasileiras.

O exemplo de Santiago
e o cuidado coletivo

Em Santiago, a realidade mostra que a convivência harmoniosa é possível. O município também tem seus cães comunitários, como o conhecido Barão, um vira-lata de grande porte, muito dócil, que circula pelo calçadão, pela pracinha e pelo redor da praça em frente ao QG, onde costuma permanecer próximo a skatistas e demais frequentadores. Assim como o Orelha, o Barão vive na rua, mas não vive abandonado: é cuidado por várias pessoas, recebe alimentação, carinho e atenção diária.

O olhar tranquilo e a energia afetuosa do animal lembram que esses cães, embora sem um dono (tutor) fixo, dependem do respeito e da empatia coletiva. Casos como o de Santiago demonstram que a presença de animais comunitários pode ser um exemplo positivo de convivência urbana, reforçando que proteger, alimentar e respeitar esses animais é uma responsabilidade compartilhada.

A morte do Orelha, em Santa Catarina, deixa uma lição dura, mas necessária: cuidar dos animais comunitários não é apenas um gesto de bondade, é um dever social. Proteger esses cães é também proteger valores como empatia, respeito e humanidade.

LEIA TAMBÉM: Mulher é morta a tiros com espingarda 12

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