Diversos estudos científicos têm apontado os benefícios da erva-mate para a saúde, devido aos seus compostos bioativos e atividade antioxidante.
Entre os benefícios citados estão: impacto positivo sobre o peso corporal, metabolismo lipídico, proteção cardiovascular, atividade antidiabética, anti-inflamatória e antimutagênica.
Além disso, foram relatadas atividades neuroprotetoras e efeitos positivos sobre a densidade mineral óssea, tornando os ossos mais densos e fortes, especialmente em mulheres na pós-menopausa.
Não há evidências conclusivas que relacionem o consumo de mate com o desenvolvimento de câncer, segundo avaliação da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). No entanto, o consumo da erva-mate antes de dormir pode contribuir para a insônia devido aos efeitos neuroestimulantes das xantinas presentes na planta.
Em relação à crença popular de que a erva-mate causa gastrite, estudos preliminares não encontraram essa associação. Porém, pode ocorrer um desconforto leve devido à distensão do esfíncter gastroesofágico causada pelos componentes da erva.

A erva-mate, proveniente da planta Ilex paraguariensis Saint Hilaire, é um produto muito comum em alguns países da América do Sul. Suas folhas secas, levemente torradas e trituradas são utilizadas para preparar bebidas como chimarrão (quente) e tererê (frio). Também é comum ser consumida em países como a Argentina e o Uruguai, onde é preparada em forma de mate, um recipiente onde a erva é misturada com água quente.
O pesquisador Lucas Brun destaca que o consumo de erva-mate é benéfico quando inserido em uma dieta saudável, mas não deve ser usado como tratamento para condições específicas.
Seu consumo pode trazer diversos benefícios para a saúde, mas é importante lembrar que cada indivíduo reage de maneira diferente, e é sempre recomendado buscar orientação médica antes de introduzir qualquer substância na dieta com fins terapêuticos.
Fonte: National Geographic Brasil



