
A Ponte de Pedra esculpida pelo tempo encantava os visitantes na divisa de Alegrete e Manoel Viana
Um cartão postal no alto de morro, em uma propriedade particular. Uma formação rochosa esculpida a milhões de anos pela natureza, palco de lendas e mistérios. O monumento pertencia ao município de Alegrete.

O vianense Volnei Nemitz informou que a ponte de pedra natural do Tigre caiu nesta madrugada de sexta-feira, 14. Essa era considerada uma relíquia natural, uma referência do município. O curioso complexo de rochas parecia ter sido construído por um engenheiro, tamanha a semelhança com uma ponte. Não servia de passagem, mas encantava o olhos de quem a visitasse. O motivo de sua queda foi a ação do tempo.
Conforme o proprietário do campo, Caio Nemitz, isso foi um pecado. Até ontem a ponte estava lá, disse Nemitz. Hoje há apenas um vazio no local, para nossa tristeza.

Segundo geólogos, este é resultado dos efeitos da erosão sobre as rochas areníticas, que acabaram formando um dos mais belos cartões-postais da cidade. É um lugar muito bonito, especialmente pelo fato de ter sido esculpido pelo tempo. Era um monumento da natureza”, resume o engenheiro agrônomo Ivo Mello, que conhece a região como poucos.


A Ponte do Tigre ficava na borda superior de um morro, que os fronteiriços costumam chamar de cerro. Ela media 40 metros de comprimento e 8 na menor largura, e se erguia sobre uma cratera de mais ou menos 15 metros de altura. A travessia era garantia de emoção para os visitantes, embora fosse arriscada.
Alerta sobre sua aqueda
Em 2013, o agrônomo Ivo Mello deu uma entrevista dizendo: “Na parte superior, a rocha é muito sólida. Mas na parte de baixo ela é muito friável, e está se esfarelando. Pela precariedade dessa formação rochosa e pelos riscos de uma queda, não é aconselhável cruzar de um lado para o outro”, recomendou Ivo.



