A empresa distribuiu comunicado a fornecedores que iria reduzir sua base orçamentária em 30% caso Lula vencesse, mas há outros apontamentos

Não-Me-Toque – O Ministério do Trabalho ingressou com ação civil pública contra a Stara Indústria de Implementos Agrícolas por supostas coações eleitorais de empregados.
A empresa já era investigada por outros episódios e, após o primeiro turno da eleição, distribuiu comunicado a fornecedores dizendo que deverá reduzir sua base orçamentária em 30% caso seja confirmada a vitória de Lula (PT). A direção da Stara é identificada com o candidato Jair Bolsonaro (PL).

A medida judicial requer (por liminar) que a empresa deixe de veicular propaganda político-partidária e de adotar condutas que tentem coagir, intimidar e influenciar o voto dos trabalhadores. Também foi solicitado que não obrigue ou induza empregados a participar de manifestações políticas.
A ação pede o pagamento de 10 milhões por dano moral coletivo. Ainda pede que os mais de três mil trabalhadores sejam indenizados por danos morais individuais. O valor base para essa reparação é de R$ 2 mil para cada funcionário.

As provas
“As provas reunidas evidenciam a divulgação de áudio do sócio-proprietário com conteúdo político-partidário, uso de números de candidatos em caminhões da empresa, visitas de candidatos à empresa para conversar com os trabalhadores e distribuição de material político-partidário”. O sindicato da categoria confirmou os fatos narrados.

A Stara teve prazo para esclarecimentos e alegou que não havia ilegalidade nas condutas.
10 milhões com base no faturamento
O pedido de pagamento de 10 milhões por danos morais coletivos foi calculado com base no faturamento da empresa e no número de empregados. Os valores serão revertidos para o financiamento de projetos de impacto social para entidades na região em que o fato ocorreu.

Em entrevista a VEJA, Átila Stapelbroek Trennepohl, diretor-presidente da Stara, afirmou que o favoritismo de Lula gerou um clima de insegurança no agronegócio.
“Era uma carta para os fornecedores. A empresa estava planejando crescer mais de 30% e falamos que teria uma redução de 30% e falamos que teria uma redução de 30%. O que nós passamos é que vai ficar um zero a zero, ou seja, vai se repetir o resultado desse ano. Não existe plano de demissões”, disse Átila Trennepohl, diretor-presidente.



