Massacre em escola infantil de Blumenau precipita investigação da PF sobre elo entre organizações neonazistas e os chamados “lobos solitários”, que têm efetivado chacinas (GZH)

O Ministro da Justiça Flávio Dino, ordenou a Polícia Federal a abrir investigação sobre organizações neonazistas no país devido a indícios de “ações interestaduais”.
A decisão ocorreu após o recente massacre em uma creche em Blumenau, que levantou alertas sobre conexões entre os perpetradores de ataques em escolas e grupos neonazistas que atuam na deep web.
Um relatório coordenado por pesquisadores de diversas universidades descreve os alvos, meios e métodos mais comuns dos atentados em escolas e sugere ações a serem desenvolvidas nas áreas da educação, psicologia, fora das escolas e no âmbito da lei.
A maioria dos autores dos ataques são mais de um e falavam de suas intenções em grupos da internet. Grupos neonazistas são movidos por códigos de honra, mas jamais demonstraram intenções de barbárie contra crianças.
No entanto, há um outro tipo de extremista de direita mais focado nas redes sociais, que prega a disseminação do ódio e da violência e inclui crianças entre as vítimas. Algumas investigações apontam que esses grupos misturam simbologia neonazista com rituais de violência pela violência.
Confira alguns casos de ataques em escolas relacionados a neonazismo:
- Suzano, São Paulo — em março de 2019, 10 pessoas morreram e 11 ficaram feridas em um ataque na escola estadual Raul Brasil. Os autores usavam máscara de caveira e colar com suástica nazista.
- Charqueadas (RS) — em agosto de 2019, um adolescente invadiu uma escola e feriu sete pessoas com golpes de machadinha. O ataque aconteceu cinco meses após o massacre da Raul Brasil e o agressor afirmou à polícia que o caso o inspirou.
- Aracruz (ES) — um adolescente de 16 anos matou quatro pessoas e feriu 12, em novembro de 2022. O assassino tinha um livro de Hitler.
- Monte Mor (SP) — em fevereiro passado, um ex-aluno de uma escola nesse município usou uma machadinha e jogou bombas caseiras na entrada do colégio, antes de ser detido. Ninguém se feriu. O agressor usava uma suástica no braço ao tentar invadir a unidade de ensino.



