
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marco Edson Gonçalves Dias, foi visto em divulgação de imagens. Ele aparece circulando pelo Palácio do Planalto entre os invasores durante os ataques do dia 8 de janeiro. (Baseado em texto de Rodrigo Lopes, de GZH)
A discussão é se o presidente Lula já sabia, desde aquele domingo, que o general estava no prédio; pois se viu que os dois conversaram em várias ocasiões em meio à invasão.
As imagens em si pouco acrescentam de novidade, mas a situação se tornou insustentável para Gonçalves Dias devido ao clima de desconfiança que agora paira no círculo mais próximo do presidente.

Já se sabia que o efetivo do GSI era muito inferior à turba de invasores e também era notório que, com oito dias de governo, o órgão ainda era um enclave de militares indicados por Jair Bolsonaro. Também havia conhecimento de que muitos agentes recuaram diante da invasão e que alguns até serviram água para os vândalos.
As cenas dão margem para se interpretar que Gonçalves Dias foi permissivo demais com os invasores, em alguns momentos as cenas insinuam que ele apontava caminhos e abria portas internas do palácio. A mesma porta que serve para se sair, serve para se entrar.
Há também a sensação de que tudo pode não passar de uma tática da oposição para alavancar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso (CPMI), a essa altura tida como certa. Mas o fato é que, neste momento, o benefício da dúvida está contra o governo.




