Porém, essa violência natural pode ser ampliada ou diminuída de acordo com as circunstâncias sociais e culturais que envolvem o indivíduo.

(João Lemes)* Desde os primórdios da história, a violência esteve presente nas sociedades humanas. Através dos anos, filósofos e cientistas sociais tentaram entender as raízes da violência humana e por que ela se manifesta de tantas formas.
Uma das teorias mais conhecidas sobre a violência humana é a do chileno Humberto Maturana. Ele defende que a violência é uma consequência da nossa própria biologia. Segundo Maturana, a violência é uma resposta natural do organismo diante de um estímulo que o ameaça. Porém, essa violência natural pode ser ampliada ou diminuída de acordo com as circunstâncias sociais e culturais que envolvem o indivíduo.
Outro importante filósofo que abordou o tema da violência foi o francês Michel Foucault. Em suas obras, Foucault aponta que a violência é uma consequência da nossa própria estrutura de poder. A violência está presente em todas as relações de poder, e que a sociedade em si é violenta porque se baseia em uma lógica de dominação e submissão.
Apesar das origens da violência serem complexas, uma coisa é certa: a violência pode ser prevenida e combatida através de uma educação baseada no amor e no acolhimento. Quando uma criança é educada em um ambiente seguro, amoroso e sem violência, ela tem mais chances de se tornar um adulto menos intolerante e mais empático com o outro.
A educação é a chave para combater a violência, pois é através dela que se constrói uma sociedade mais justa e equilibrada. Quando as crianças são educadas para serem respeitosas e tolerantes, elas aprendem a valorizar as diferenças e a conviver em harmonia com o outro. Dessa forma, é possível construir uma sociedade mais pacífica e menos violenta.
Portanto, é importante que a sociedade se dedique a educar suas crianças em um ambiente saudável e acolhedor, com valores que estimulem o respeito, o amor e a tolerância. Só assim, poderemos construir um mundo mais pacífico e menos violento.
João Lemes é jornalista e professor-doutor em educação, escritor e palestrante.



