A obra está paralisada há 13 dias por um impasse contratual entre a CCR ViaSul e a construtora Eurovias, responsável pela execução dos serviços.

A duplicação da BR-386 é uma obra importante para o desenvolvimento e a segurança do RS. A rodovia é um dos principais corredores de escoamento da produção agrícola do estado e também registra um alto índice de acidentes. Por isso, a CCR Via Sul, concessionária que administra a estrada desde 2019, iniciou em maio deste ano a duplicação de um trecho de 20 quilômetros entre Marques de Souza e Lajeado, no Vale do Taquari. A previsão é que a obra seja concluída em fevereiro de 2023.
No entanto, a obra está paralisada há 13 dias por um impasse contratual entre a CCR ViaSul e a construtora Eurovias, responsável pela execução dos serviços. Segundo a concessionária, há uma divergência entre o que foi contratado e o que foi entregue pela empresa. A paralisação afetou também as intervenções realizadas entre Lajeado e Estrela, onde estava ocorrendo o alargamento das pistas existentes.
Com a suspensão das obras, mais de 100 trabalhadores da Eurovias foram demitidos ou receberam aviso-prévio. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada vai ingressar com uma ação judicial para garantir o pagamento das rescisões e o bloqueio de valores das duas empresas.
A duplicação dos 20,3 quilômetros entre Marques de Souza e Lajeado faz parte de um projeto maior que prevê a duplicação de 165 quilômetros da BR-386 entre Carazinho e Canoas em um prazo de 10 anos.
Além da duplicação, serão feitas melhorias como novos acessos e interconexões, retornos, passarelas, construção de faixas adicionais e vias marginais. A obra vai beneficiar 22 municípios ao longo desse trajeto e aumentar a segurança e a fluidez do trânsito na rodovia. (GZH)



