Em menos de três meses de atuação em Jaguari, a juíza Mariana de Magalhães Trindade já conduziu o quarto júri popular. O mais recente ocorreu na última quinta-feira, 13/7, e durou mais de 12 horas. Um dos réus foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado.
Relembre o caso julgado
No dia 21 de julho de 2020, Diego Fragozo Bidinoto (35 anos) e mais dois amigos que também estavam na residência na rua General Lima, bairro Sagrado Coração de Jesus, foram baleados. Diego morreu na hora. Já os amigos, um adolescente de 15 anos e Gian de Lima Soares (25) anos foram encaminhados para Santa Maria e resistiram aos ferimentos.
Os acusados
Fabrício Andrei Maciel Fagundes (18 anos) e Cristian Cunha da Silva (18 anos), os acusados do crime, foram presos em flagrante por homicídio doloso e duas tentativas de homicídio. O principal acusado é Fabrício, que foi preso naquela mesma noite no interior de Nova Esperança do Sul. Ele resistiu à prisão, sendo necessário uso moderado de força para contê-lo. Ele permaneceu preso até o dia do julgamento. Já Cristian foi solto.
O crime teria sido motivado por desavenças relacionadas ao tráfico de drogas.

A sentença do júri
No julgamento desta quinta, que iniciou às 9h e foi concluído às 21h30min, a bancada do júri absolveu Cristian de todas as acusações. Já Fabrício foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, por homicídio, tentativa de homicídio e corrupção de menores.
Novos júris estão marcados
A juíza Mariana também informou que outros dois júris já têm data marcada. No dia 26, crime relacionado ao tráfico de drogas e que resultou na morte de Pedro Aloísio Brites (31 anos), morto a tiros em sua casa no bairro Padre Abraão. E no dia 14 agosto será julgado o feminicídio de Tânia Viero (48 anos), que foi morta pelo ex-companheiro. Ambos os crimes foram praticados em Nova Esperança.
*Colaborou: Felipe Domingos, repórter em Jaguari.



