“Bolsonaro pediu alterações na minuta
que previa golpe”, diz a Polícia Federal
A delação premiada feita por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi utilizada na operação da Polícia Federal que visa militares e ex-ministros do governo Bolsonaro por suspeita de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
A PF destacou que as informações reveladas pela delação de Cid foram corroboradas por outras provas, confirmando reuniões com o ex-presidente para discutir o golpe.
Embora a delação não tenha sido o foco principal da operação, foi considerada importante, sendo combinada com elementos de outras investigações.
A operação, denominada “Tempus Veritatis”, cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em diversos estados brasileiros.
Os investigados teriam divulgado informações falsas sobre o sistema eleitoral e tentado justificar uma intervenção militar, dividindo-se em dois eixos: disseminação de notícias fraudulentas sobre as urnas eletrônicas e atos para abolir o Estado Democrático de Direito, contando com o apoio de militares ligados a forças especiais.
Se forem confirmadas, as condutas do grupo podem resultar em acusações de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
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“Bolsonaro pediu alterações na minuta
que previa golpe”, diz a Polícia Federal
A informação consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou prisões e buscas contra ex-ministros e integrantes do núcleo duro do ex-mandatário.
O que aconteceu
De acordo com a PF, as provas colhidas até o momento apontam que Bolsonaro recebeu a cópia de uma minuta de decreto por Filipe Martins, então assessor do presidente, e Amauri Saad, advogado apontado como autor do texto.
De acordo com a PF, a minuta detalhava supostas interferências do Judiciário e decretava a prisão de diversas autoridades, como os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). No fim, eram determinadas novas eleições. (UOL)

Valdemar Costa Neto é preso em operação que mira núcleo de Bolsonaro
O presidente do PL foi preso nas investigações sobre plano de golpe
O presidente do Partido Liberal (PL) e aliado de Bolsonaro, foi preso por posse ilegal de arm durante o cumprimento dos mandados da operação, que também incluem busca e apreensão, prisão preventiva e medidas cautelares contra membros do núcleo de Bolsonaro envolvidos no plano.
Valdemar é acusado de participar de reuniões para discutir o golpe com outros membros do governo e militares, conforme mencionado na delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
