Na atual formação do Conselho Tutelar, a Gerusa Perônio e o Vladmir Cattelan são o sangue novo.
Eles concorreram pela primeira vez e conseguiram entrar, somando-se aos colegas Helena Gonçalves, Débora Oliveira e Marisa Minuzzi, que foram reeleitas.
Assumiram a função em janeiro e já estão integrados às responsabilidades do cargo.
Diferentemente da função de vereador (igualmente eleito por voto direto), o conselheiro tem uma atuação mais discreta, menos divulgativa.
Afinal, a maioria dos casos com os quais eles se deparam envolve crianças e adolescentes, que devem ser protegidos a todo custo.
Casos de abusos e violência
De acordo com os conselheiros, Santiago não está livre de casos de abusos e atos de violência física ou psicológica, como frequentemente relatado nos noticiários.
As denúncias são recebidas e averiguadas, a fim de desvendar cada caso e encaminhá-lo à Polícia e ao Judiciário.
O Conselho Tutelar tem uma grande responsabilidade na defesa das crianças, executando o que está previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que é a “Bíblia” a seguir.
Conselheiro fiscaliza?
Ao serem questionados sobre a fiscalização ostensiva, Gerusa esclarece que essa não é a forma de agir.
“Somos um órgão de proteção, mas não fazemos o papel de fiscalizar. Vamos quando existe uma denúncia formalizada”, afirma.
Em casos, por exemplo, em que um menor seja flagrado com bebida, a responsabilidade será do maior que forneceu ou do estabelecimento, explica Cattelan.
Aliado da família
Gerusa ressalta que o Conselho Tutelar é um aliado do núcleo familiar e pode, inclusive, facilitar o acesso a serviços de saúde ou quaisquer outros encaminhamentos sociais.
Outro papel que poucos sabem é que inclusive, as pessoas interessadas em adotar uma criança podem buscar o Conselho Tutelar como primeiro passo, para serem orientadas.
Segundo Cattelan, o trabalho é sempre realizado pensando no bem-estar dos menores.
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