A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) essencial no combate à violência, enfrenta problemas de efetivo e estrutura.
No último domingo de março, a demora resultou na desistência de quatro mulheres.
A situação é agravada pela priorização de casos com suspeitos detidos, deixando em último lugar as mulheres que chegam sozinhas para denunciar violências.
A redução de efetivo desde o ano passado e as condições precárias da delegacia, como a falta de água e problemas com equipamentos, comprometem a qualidade do serviço prestado.
Falta de pessoal
Além das dificuldades internas, a delegacia não tem equipes volantes para acompanhar as vítimas após o registro das ocorrências, deixando-as à espera de transporte por horas. A situação é crítica e tem provocado desistências frequentes, o que é considerado grave, pois muitas vítimas podem não ter a coragem de retornar.
O Grupo de Investigação da RBS (GDI) revelou que o problema não é novo, com relatos de desistências e dificuldades de atendimento se repetindo desde o ano passado.
Apesar das promessas do governo de abrir uma 2ª Deam para desafogar a demanda e melhorar o atendimento, a nova delegacia ainda não foi inaugurada.
O cenário é de sobrecarga e infraestrutura inadequada, com apelos por melhorias ignorados, mas a polícia não se manifesta detalhadamente sobre os problemas, enquanto a abertura da 2ª Deam é adiada para o segundo semestre do ano. (GZH)




