Jordana tinha medida protetiva, mas de que adiantou?

Ela era ativista pelos direitos das mulheres e foi morta pelo Ex-marido

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Depois de matar a ex a tiros, o assassino atirou em si mesmo e também morreu. Os filhos do casal, de cinco e 11 anos, estavam na escola.

Fortaleza dos Valos (Região de Cruz Alta) O crime pode ter sido motivado pelo fato de Evandro não aceitar o fim do relacionamento. O casal esteve junto por cerca de 15 anos, mas a relação havia encerrado há oito meses.

Jordana Prass Hagemann, uma mulher de 33 anos, foi vítima de feminicídio na manhã de terça-feira (16), apesar de manter medida protetiva contra seu ex Evandro Henriques de Campos, de 52 anos.

Momentos de terror e luta pela vida

Antes do crime, Jordana tentou alertar seus pais sobre a aproximação de Evandro, contra quem possuía uma medida protetiva. A situação escalou em junho, quando Evandro a ameaçou por mensagens, levando a Polícia a solicitar sua prisão preventiva, uma decisão que ainda não havia sido tomada.

Um fim trágico

Evandro cometeu o crime na casa de Jordana e, em seguida, suicidando-se.

João Severo Hagemann, pai de Jordana, expressou seu profundo desamparo e dor pela perda da filha, destacando a relação próxima e o apoio mútuo que sempre compartilharam.

Uma vida de muita dedicação e ativismo

Jordana era vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Fortaleza dos Valos desde 2022 e trabalhava em uma empresa de gastronomia. Conhecida por sua alegria e determinação, ela deixou uma marca indelével na comunidade, lutando incansavelmente pelos direitos e pelo espaço das mulheres em um contexto predominantemente masculino.

O legado

Apesar da separação do ex-marido, Jordana continuou a viver uma vida plena, cuidando de seus filhos e dedicando-se às causas que amava. Sua morte chocou a comunidade e reacendeu o debate sobre a violência contra as mulheres e a eficácia das medidas protetivas.

Investigação e Justiça

A Polícia está tentando entender as circunstâncias do trágico evento. A comunidade de Fortaleza dos Valos e os amigos de Jordana clamam por justiça, lembrando-a como uma mulher destemida que lutou bravamente pela vida e pelos direitos das mulheres até seus últimos momentos. (GZH)

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