Santiago – Atualmente diretora da escola Servando Gomes, na Vila Betânia, a professora Cristiéli Monteiro Wacht de Melo diz que não lembra de sua vida sem ser dentro de sala de aula. “A impressão que tenho é que sempre estive dentro de uma escola”, afirmou para Sandra Siqueira no programa “Terças da Educação”.
Cristiéli disse que tão logo cumpriu o Ensino Médio, entrou para a faculdade de Pedagogia um mês depois. Atuou como estagiária e depois passou em concurso público e logo estava lecionando, como professora. Já com passagem em EMEIs e EMEFs, atualmente ela é diretora da escola municipal Servando Gomes, que fica na Vila Betânia, no interior de Santiago.
O êxodo urbano para o rural
“Quando assumi esse desafio, à convite da Mara Rebelo (ex-secretária de Educação), a escola tinha pouco mais de 30 alunos. Quatro anos depois, a Servando dobrou e já tem quase 80 alunos, um número bastante considerável para uma escola rural”, afirmou.
A Servando Gomes atende crianças do jardim ao 5º ano, vindas de diversas localidades, como Cerca de Pedras, Buriti, Vila Branca e, claro, da própria Vila Betânia. Esse aumento no número de alunos reflete um fenômeno interessante: o êxodo urbano para o rural, visível no crescimento da Vila Betânia em número de residências.
Ambiente acolhedor
Conforme Cristiéli, a participação ativa dos professores e dos pais dos alunos reforça o ambiente acolhedor. Com uma equipe dedicada de 10 professoras, a escola se orgulha de ser a segunda mais antiga do município, com 76 anos de história. Cristiéli, que sempre amou seu trabalho como diretora, admite que essa experiência a fez amadurecer bastante. No entanto, ela planeja uma pausa breve, pois está grávida e espera a chegada de sua filha Camila no início do próximo ano.
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