Santiago – No Dia de Finados, há um túmulo em especial no cemitério municipal que é recordista de visitas para orações, acendimento de velas, promessas…É do famoso Russo. Até comida, bebidas e cigarros são deixados no local. Russo foi acusado de ser assassino frio, mas depois de morto virou um santo para muitos.
Mas, afinal, quem foi Russo?
Conforme o livro “Páginas Impossíveis”, de Oracy Dornelles, em 1930 houve um crime bárbaro em Santiago. Três estrangeiros, dois alemães, Hermann Senn e Joseph Küller, e um “russo”, o Minardi, assaltaram e mataram um fazendeiro dono de muitas terras e seu filho.
Perseguidos pela polícia, o “Russo” (25 anos na época) foi morto a tiros, e os outros dois, Hermann e Küller, foram presos e julgados. Eles colocaram a culpa no Russo, porém acabaram condenados. Mais tarde, morreram em Porto Alegre.
“Passaram-se 76 anos…(hoje 94). O povo, sempre o povo, dado à judiaria imposta ao cadáver do Russo, pisoteado, cuspido, enterrado nu, no cemitério local, o povo começou a julgar melhor esse lamentável fato. Faziam promessas à alma desse desprezado. E o mais fantástico: eram atendidas as promessas feitas. Depois vieram placas de agradecimento, gravadas: louças afixadas à sepultura por ‘graças recebidas, etc’, narra o escritor.
A tocaia e a morte
O Russo foi morto pelo sr. Leopoldino Soares Paula (Dica Soares), a tiros, de tocaia. Ele foi a júri e absolvido. O Russo estava com fome, e foi encontrado numa lavoura comendo milho verde. Na ocasião sua boca estava cheia de grãos de milho…Por isso é que até hoje se observa em seu túmulo, oferendas de espigas de milho verde…
Fonte: Jornalista Júlio Prates. Clique para ler seu artigo na íntegra.



