Maníaco do Parque em Santiago?

Um estupro às mentes desinformadas

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(por João Lemes) Em Santiago, surgiu uma notícia que deixou todo mundo intrigado: há quem diga que existe “maníaco do parque” por aqui. Coincidência ou não, o tema está em alta com a série que retrata a história de FRANCISCO DE ASSIS, aquele que estuprou e matou dezenas de mulheres, sendo preso aqui na Fronteira do RS há muitos anos. A pergunta que fica é: a vida imita a arte ou a arte imita a vida? Bom, nesse caso, nem uma coisa nem outra. Infelizmente, estupradores estão por toda parte, só esperando o momento oportuno para agir.

O caso de Santiago merece investigação profunda. Somente após materiais coletados, exames e oitiva das partes envolvidas será possível ter alguma certeza. Por enquanto, o que predomina é a boataria nas redes sociais, onde circulam rumores e histórias que muitas vezes não têm pé nem cabeça.

OS FATOS – a moça e ele foram levados ao hospital, mas dizer que ele foi “lenhado a laço” é mentira. Deve ter ido para exames antes de ser preso. O mesmo ocorre com ela: EXAMES.

VEJA AQUI A NOTÍCIA CORRETA

É nesse ponto que a imprensa tem um papel fundamental: não embarcar em boatos, mas desconfiar de tudo e buscar fatos concretos. É bom lembrar que, mesmo que o suspeito seja identificado e as provas sejam contundentes, há limites legais claros sobre o que pode ser divulgado. A Lei de Abuso de Autoridade impede tanto a polícia quanto a imprensa de exporem nomes antes de conclusões definitivas.

Enquanto isso, nas redes sociais, a confusão reina: nomes e fotos já circulam, muitas vezes sem qualquer comprovação. Isso é um risco, não só para o andamento do caso, mas também para a credibilidade das informações que chegam à população. É um “estupro” às mentes desinformadas, com a exploração de rumores e mentiras. Cabe a todos – imprensa, autoridades e cidadãos – tratar o caso com responsabilidade, aguardando os desdobramentos oficiais.

Em tempo – Esse parque é famoso por outros casos. Em 2018, um sujeito matou um cão a pauladas. Cão esse que levava nome de gente “Juliano”. O caso ganhou repercussão. Defensores dos animais inauguraram um monumento do “cão Juliano”.

Outro caso remete a um ex-servidor público e ex-vereador que estaria de namoro com uma moça fora do horário de expediente, porém, o “ato” ocorria dentro de um Uno – veículo do poder público.

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