O ex-presidente Bolsonaro falou na Rádio Gaúcha e discutiu seu indiciamento pela Polícia Federal por tentativa de golpe em 2022, enfatizando que não considerava suas ações um golpe. Criticou o ministro Alexandre de Moraes e chamou os policiais envolvidos na investigação de “bandidos”. Questionado sobre uma reunião com os líderes das Forças Armadas, Bolsonaro confirmou o encontro, mas negou que tenha sugerido um golpe.
Discussão sobre alternativas
Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de decretar estado de sítio, defesa ou a garantia da lei e da ordem (GLO), devido à impossibilidade de questionar o resultado eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Partido Liberal (PL) havia recebido uma multa por questionar as urnas eletrônicas, o que limitava as ações de Bolsonaro.
A interpretação do artigo 142
Bolsonaro sustentou que debater essas alternativas estava dentro dos limites legais, referindo-se ao artigo 142 da Constituição Federal, e afirmou que sua abordagem não ultrapassava esses limites.
Opinião das Forças Armadas
Ele confirmou que os então comandantes do Exército e da Aeronáutica, general Torres Freire e Baptista Júnior, respectivamente, consideraram que não havia medidas a serem tomadas contra os resultados das eleições.
Minuta do golpe
Bolsonaro desmentiu a existência de uma “minuta do golpe”, um documento mencionado na investigação da Polícia Federal. Alegou estar sendo perseguido por Alexandre de Moraes e afirmou que o questionamento das eleições de 2018 no TSE envolvia fake news e o disparo em massa de mensagens, não o resultado em si.
Campanha eleitoral e inelegibilidade
Ele também repetiu a alegação de que o TSE incentivou jovens a obterem títulos eleitorais para beneficiar o PT, embora campanhas de alistamento de jovens ocorram regularmente. No final, Bolsonaro declarou sua intenção de se candidatar em 2026, acreditando que o TSE, sob nova composição, reverterá sua inelegibilidade, afirmando que só não será candidato em caso de morte física ou política.
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