Trabalhadores da rede de supermercados Zaffari, no RS, denunciam jornadas de até dez dias seguidos sem folga e horas extras obrigatórias nos finais de semana. Os funcionários relatam salários líquidos baixos, em média R$ 1.200, além de manipulação do banco de horas, com descontos arbitrários ou ausência de pagamento. A empresa condiciona o auxílio-alimentação ao trabalho em domingos e feriados, creditando valores em um cartão exclusivo, que limita o uso e favorece a rede.
Além das jornadas excessivas, trabalhadores relatam casos de assédio moral e sexual dentro das unidades. Funcionários que apresentam atestados médicos enfrentam represálias, como descontos no salário e perda de benefícios, incluindo cestas básicas. Depoimentos descrevem exaustão física e mental, com consequências como ansiedade e depressão. Operadoras de caixa, expostas a abusos de clientes e colegas, reclamam da omissão dos gestores diante das denúncias.
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-Poa) é acusado de conivência por firmar acordos coletivos que permitem escalas ilegais e violam a legislação. O Ministério Público do Trabalho contestou cláusulas desses acordos, classificando-as como inconstitucionais e contrárias aos direitos trabalhistas. Protestos liderados pelo Movimento pelo Fim da Escala 6×1 denunciam condições degradantes enfrentadas pelos trabalhadores e pedem revisão urgente dos direitos coletivos.
Fonte: IHU Inusinos.
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