O diquat, proibido no Reino Unido e na União Europeia por riscos à saúde e ao meio ambiente, é exportado para países como o Brasil. Em 2023, o Reino Unido enviou mais de 8.400 toneladas de pesticidas proibidos, sendo 98% provenientes da Syngenta. O Brasil está entre os maiores consumidores, com o uso do químico subindo de 1.400 toneladas em 2019 para 24.000 toneladas em 2022.
O aumento do uso do diquat no Brasil elevou os casos de envenenamento, especialmente no Paraná, que registrou nove casos em 2023. Especialistas apontam que a subnotificação e a falta de acesso à saúde em áreas rurais aumentam o número real de casos. O pesticida causa paralisia, convulsões e até morte. Após a proibição do paraquat em 2020, o diquat ganhou espaço no mercado, preocupando autoridades de saúde.
Especialistas e organizações, como a ONU e a Greenpeace, condenam a exportação de pesticidas banidos, chamando-a de prática exploratória que prejudica trabalhadores e o meio ambiente. A Syngenta defende a segurança de seus produtos quando usados corretamente. Grupos ambientalistas argumentam que os danos sociais e ambientais superam os benefícios econômicos.
Fonte: The Guardian.
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