Estado do Maranhão e Tocantins – A queda da Ponte Juscelino Kubitschek, conectando Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), resultou no derramamento de 25,2 mil litros de agrotóxicos e 76 toneladas de ácido sulfúrico no Rio Tocantins. O herbicida 2,4-D, proibido na União Europeia por sua toxicidade e associação a casos de câncer, foi o mais alarmante entre os produtos liberados. Especialistas alertam para a contaminação duradoura da água, sedimentos e cadeia alimentar, com consequências graves para a fauna aquática e saúde humana.
A ponte, construída na década de 1960, não suportou o aumento no transporte pesado causado pelo crescimento do agronegócio na região do Matopiba. A produção de grãos quase dobrou nos últimos dez anos, sobrecarregando a infraestrutura. O desabamento expôs falhas estruturais e o custo ambiental do avanço da monocultura, incluindo danos à agricultura familiar e contaminação dos recursos hídricos.
Governos locais recomendaram a suspensão da captação de água e emitiram alertas à população. A Agência Nacional de Águas monitora o impacto, mas especialistas apontam que resíduos permanecerão nos sedimentos por décadas. Sem mudanças no modelo agrícola e na fiscalização de infraestruturas, tragédias similares podem se repetir, evidenciando a necessidade urgente de políticas mais sustentáveis.
Fonte: Jornal GGN.
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