Dificuldade estranguladora: Capão do Cipó se une para discutir a estiagem

A região precisa ter um tratamento diferenciado do governo, pois já são 4 safras frustradas

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Capão do Cipó sediou um encontro liderado pelo prefeito Adair Cardoso, reunindo mais de 10 prefeitos e representantes políticos para debater os impactos da estiagem. Entre os participantes, estiveram prefeitos de Jaguari, Nova Esperança, Unistalda, Tupanciretã, Itacurubi, entre outras cidades, além do deputado Eduardo Loureiro, vereadores e presidentes de sindicatos rurais.

Neomir Alcântara

Presenças de prefeitos: Ivori Júnior (Nova Esperança), Igor Tambara (Jaguari), Gilnei Manzoni (Unistalda), Gelso Soares (Itacurubi), Gustavo Terra (Tupanciretã) e demais representantes de outras cidades como Joia, São Miguel, Augusto Pestana, Santiago, São Chico, Mata…

O produtor Neomir Alcântara destacou os efeitos devastadores de quatro anos consecutivos de estiagem, que têm causado frustrações em safra e prejudicado a economia regional. A principal cultura afetada é a soja, mas a agricultura familiar, a produção de leite e outras atividades também sofrem perdas.

O prefeito Adair Cardoso ficou seu discurso é focado na necessidade de políticas públicas para enfrentar a crise, que se estende por quatro anos. É preciso ações conjuntas, envolvendo o governo estadual e federal, para amenizar os prejuízos. Afirmou que uma comissão será criada para dar continuidade ao debate e pressionar os governos, especialmente o federal, por ações concretas.

Ele enfatizou que cerca de 15% a 19% da arrecadação de ICMS foi perdida na região devido à crise agrícola. Em Capão do Cipó, as perdas na soja já atingem 35% a 40%, com impactos semelhantes em Santiago, São Francisco de Assis e Itacurubi. Essas perdas representam milhões para a economia.

Tratamento diferenciado

O produtor Neomir Alcântara abordou os impactos devastadores de quatro anos consecutivos de estiagem na região. Ele descreve a situação como “uma dificuldade estranguladora”, relatando enormes perdas nas safras e a inviabilidade de plantar devido à seca. O produtor destaca os investimentos em tecnologia e correção de solo feitos pelos produtores, mesmo diante das dificuldades, e a frustração de ver esses investimentos perdidos devido à falta de chuva. Também aborda a questão dos seguros agrícolas, que considera ineficazes na atual situação de seca prolongada, e a necessidade de um tratamento diferenciado para a região, considerando a sucessão de anos de perdas.

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