Família santiaguense inova com a primeira agroindústria de mandioca

Direto do campo para o freezer

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Santiago agora conta com a primeira agroindústria formalizada de processamento de mandioca descascada e congelada: a JLI Batatas e Mandiocas. O empreendimento familiar, pertencente a José Luís Piexack (55 anos), Ivone (52) e seu filho Iuri (22), funciona em Rincão dos Lencine.

O alvará da Vigilância Sanitária do Estado foi emitido recentemente, após quase um ano de obras de reforma em uma antiga estufa de fumo para adequá-la ao novo negócio. Com a regularização, a agroindústria está apta a participar de licitações, inclusive com o Exército, que passa a receber a produção local.

A JLI também fornece para pequenos e grandes mercados, como Damian, Bazana, Guasso e Machado, entre outros, e também atende a região. Em Santiago, as entregas ocorrem duas vezes por semana: terças e sextas, totalizando cerca de mil quilos por semana, segundo Iuri.

Produção e processamento

A família é a maior produtora de mandioca do município. Neste ano, plantaram cerca de 60 mil pés em seis hectares, com produção estimada entre 20 e 25 toneladas por hectare. A expectativa é vender 45 toneladas de mandioca descascada. A produção de batata-doce, cultivada em três hectares sem irrigação, é vendida in natura no comércio local.

Com o aumento da demanda, a produção própria de mandioca não será suficiente, e a família planeja comprar de agricultores vizinhos. O beneficiamento é feito na propriedade apenas pelo casal e o filho. O descascamento é manual, com auxílio de vizinhos e familiares.

Uma máquina chegou a ser comprada, mas não apresentou o rendimento esperado. Com o crescimento da demanda, a aquisição de um novo equipamento para auxiliar no processo não está descartada. Iuri explica que as mandiocas são embaladas por quilo e entregues congeladas aos estabelecimentos, sem processo de vácuo.

A história do empreendimento

A família é bem conhecida em Santiago por vender seus produtos na cidade e região desde 2009. “Começamos do nada, apenas com um sonho. Hoje, com a ajuda de muitos, se tornou realidade”, relata Iuri. A agroindústria funciona na propriedade adquirida por ele, que pertencia a seus avós.

Apoio da Emater

De acordo com o engenheiro agrônomo Dairton Lewandowisk, a iniciativa da família integra o programa estadual de agroindústria familiar, sendo acompanhada e orientada pelo escritório local da Emater.

Para este ano, estão previstas as regulamentações de outras agroindústrias, incluindo mais uma de mandioca, uma de mel e uma de processamento vegetal. Atualmente, o município conta com cerca de dez agroindústrias.

Dairton ressalta que a Emater está à disposição de outros produtores que desejam alavancar sua produção e agregar valor aos seus produtos, abastecendo o comércio local e regional.

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