Fim da linha para a “golpista do sexo”
São Chico – Na semana passada a Polícia Civil pôs fim a uma sequência de extorsões com a prisão de uma mulher de 25 anos, a dama de vermelho. Conforme as investigações, as extorsões chegaram a R$ 700 mil. Mas agora a polícia bloqueou alguns bens da safada e algumas vítimas vão poder reaver quase tudo. Em breve vamos trazer novidades.
A criminosa agia da seguinte forma
Ela fazia programas e, posteriormente, iniciava as extorsões, exigindo mais dinheiro para não revelar o que havia ocorrido entre quatro paredes. Assim, fez diversas vítimas, até a Justiça decretar sua prisão preventiva. Suas contas bancárias foram bloqueadas e uma casa, comprada com o dinheiro das extorsões, foi confiscada.
Como tudo era feito
De acordo com o delegado Marcelo Batista, em entrevista à Rádio Santiago, uma das vítimas relatou que as extorsões começaram em setembro e se estenderam até dezembro. Insatisfeita com os mais de 700 mil de uma só vítima, a criminosa exigia mais 115 mil até 15 de janeiro. Então ele (a vítima) e pensou até em suicídio.
A polícia analisou os depósitos bancários e confirmou que se tratava da mesma pessoa que já havia feito outras vítimas com o mesmo método. Além de fazer os programas, a acusada também vendia conteúdos na internet, o que, por si só, não configura crime.
“O problema era que, ao identificar que os clientes eram casados, ela iniciava as extorsões, ameaçando revelar o segredo para a esposa, familiares ou até mesmo expor as informações nas redes sociais”, revelou o delegado.
Extorsão milionária
O delegado destacou que muitas vítimas não procuraram a polícia por vergonha ou constrangimento. Porém, estima-se que os valores extorquidos ultrapassem R$ 400 mil, com um total de 18 depósitos feitos para a criminosa.
Inicialmente, ela começou pedindo
Ela começou pedindo 1 mil, foi aumentando para 5, 10 e chegou a pedir 50 mil e 100 mil. “Ela foi extorquindo à medida que a vítima conseguia pagar e tinha uma proposta de 1 milhão e 800 mil que iria exigir”.
Por ser uma cidade pequena onde todo mundo se conhece, ela escolhia os clientes com mais posses para depois extorqui-los. A golpista armazenava as conversas e até mesmo nudes que trocava com os clientes para chantageá-los depois. Em alguns casos, ela divulgou os prints nas redes sociais depois que as vítimas não tinham mais dinheiro para comprar seu silêncio.
Orientação
O delegado orienta que, ao se depararem com situações como esta, as vítimas procurem imediatamente a polícia. Ele garantiu que o sigilo da identidade das vítimas será preservado. “O que é divulgado é apenas o fato”, concluiu o delegado.
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