Santiago é destaque nacional com o projeto Pila Verde

A moeda social criada no município virou referência no Brasil e inspira políticas sustentáveis

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Santiago – RS – A cidade voltou a ganhar projeção nacional com o projeto Pila Verde, destaque no site Brasil de Fato e em outros veículos do país. A iniciativa, criada por lei municipal em 2020, transformou resíduos orgânicos em moeda social e passou a incentivar hábitos sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar e a segurança alimentar.

A troca que gera economia e saúde
A cada 5 quilos de resíduos orgânicos entregues para compostagem, o morador recebe 1 Pila Verde, que pode ser trocado por alimentos nas feiras do produtor, realizadas de segunda a sábado em diferentes pontos da cidade. Os feirantes, por sua vez, trocam as pilas por mudas e adubo orgânico de qualidade — o que impulsiona a produção e reduz custos.

Os resultados e o impacto
De acordo com o levantamento da Emater e da Rede Ecovida, o projeto já resultou na coleta de mais de 230 toneladas de resíduos orgânicos. A medida ajudou a diminuir o volume de lixo enviado ao aterro, barateou a aquisição de insumos e aumentou a oferta de alimentos saudáveis. Segundo o engenheiro agrônomo Dairton Lewandowski, a iniciativa “criou uma economia circular que beneficia o agricultor, o meio ambiente e a comunidade”.

A ampliação do modelo e o reconhecimento
O sucesso do programa levou à criação da Pila Azul, voltada à reciclagem de resíduos sólidos como papel, vidro e plástico. A nova moeda já pode ser usada em espaços esportivos e, futuramente, poderá servir para o pagamento de estacionamento e até dedução no IPTU.

O Pila Verde foi incluído entre as 700 experiências municipais de agroecologia reconhecidas pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e inspirou propostas na Carta Política Agroecologia das Eleições 2024, documento com 51 políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Santiago se consolida, assim, como exemplo de inovação ambiental e gestão inteligente, mostrando que é possível unir consciência ecológica, valorização do produtor e bem-estar coletivo.

Fonte: Brasil de Fato.

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