A Secretaria de Segurança Pública do Paraná instaurou um procedimento interno para apurar a denúncia do ex-jogador Perdigão, que usou as redes sociais para expor agressões sofridas por um policial militar. O episódio ocorreu neste domingo (18), na Vila Capanema, após a partida entre São Joseense e Operário pelo Campeonato Paranaense.
As imagens compartilhadas mostram o campeão mundial pelo Inter sendo atingido por golpes de cassetete e empurrões, mesmo sem oferecer resistência ou esboçar qualquer reação. De acordo com o relato de Perdigão, ele se aproximou do agente apenas para cumprimentá-lo e parabenizá-lo pelo serviço, momento em que foi atacado. Além dos vídeos, o ex-atleta publicou fotos de hematomas pelo corpo, classificando o episódio como doloroso e injustificável.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Paraná informou que o policial envolvido foi retirado das ruas e transferido para funções administrativas, devendo passar por avaliação psicológica obrigatória. A corporação ressaltou que tal conduta não condiz com o preparo das forças de segurança estaduais. Paralelamente, a Corregedoria investiga as circunstâncias da abordagem para identificar falhas nos protocolos adotados.
A repercussão
A agressão gerou forte repercussão entre figuras históricas do futebol gaúcho. Iarley, ex-companheiro de Perdigão no Internacional, classificou o ocorrido como um “ato covarde e inaceitável”, reforçando que autoridade não se confunde com violência.
Edílson, com passagem pelo Grêmio, prestou solidariedade e lamentou a cena, enquanto Tinga, que atuou na dupla Gre-Nal, afirmou emocionado que o amigo jamais demonstrou comportamento violento que justificasse tamanha truculência.
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