Janeiro já supera dezembro e expõe sequência de feminicídios no RS

A violência de gênero matou sete mulheres em 20 dias no Estado

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Estado – RS – Antes mesmo do fim do mês, janeiro de 2026 já ultrapassou dezembro de 2025 no número de feminicídios no RS. Em apenas 20 dias, sete mulheres foram assassinadas por razões de gênero em diferentes regiões do Estado. Em dezembro, haviam sido seis casos. Na prática, isso significa que uma mulher foi morta a cada 68 horas no território gaúcho neste início de ano.

Casos e locais
Os crimes aconteceram em Guaíba, Canguçu, Santa Rosa, Sapucaia do Sul, Muitos Capões e Porto Alegre, onde houve dois feminicídios. Na Capital, as vítimas foram mortas a facadas, uma delas em plena via pública, enquanto aguardava ônibus na zona sul. Em todos os casos apurados, os principais suspeitos são companheiros ou ex-companheiros, com histórico de conflitos, separações recentes ou descumprimento de medidas protetivas.

Vítimas com nome e história
Entre as vítimas estão Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31 anos, morta com sete facadas em Guaíba pelo namorado Alex Sousa de Queiroz; Letícia Foster Rodrigues, 37 anos, encontrada morta na zona rural de Canguçu após histórico de violência do companheiro William Bizarro Porto; Marinês Teresinha Schneider, 54 anos, assassinada a tiros em Santa Rosa mesmo com medida protetiva contra o ex-companheiro; Josiane Natel Alves, 32 anos, morta a facadas dentro de casa pelo ex em Porto Alegre; Paula Gabriela Torres Pereira, 39 anos, atacada em uma parada de ônibus; Mirella dos Santos da Silva, 15 anos, morta em Sapucaia do Sul pelo namorado; e Uliana Teresinha Fagundes, 59 anos, assassinada a tiros em Muitos Capões.

Violência que não começa no fim
Especialistas apontam que o feminicídio é o estágio final de uma violência que começa muito antes. Machismo estrutural, sentimento de posse e dificuldade de aceitar o fim de relações aparecem de forma recorrente nos inquéritos. Em vários casos, não havia denúncia formal, o que dificulta a ação preventiva do Estado. Em outros, mesmo com medida protetiva, o agressor seguiu livre e voltou a atacar.

Rede de proteção e alerta
A Secretaria da Segurança Pública afirma que vem ampliando o policiamento especializado, a Patrulha Maria da Penha, as Delegacias da Mulher e os canais de denúncia, incluindo registro online e pedido de medida protetiva pela internet. Ainda assim, reforça que a denúncia é fundamental. Familiares, vizinhos e amigos precisam agir quando percebem sinais de violência. A medida protetiva salva vidas, mas só funciona quando o silêncio é quebrado.

Fonte: GZH / Polícia Civil / SSP RS

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