Brasília- DF – A poucos meses do início oficial da campanha presidencial, o cenário político começa a mostrar um contraste claro. Enquanto setores da direita seguem concentrados na defesa de Jair Bolsonaro e nos atos de 8 de janeiro, o presidente Lula avança com agenda cheia, anúncios, entregas e programas sociais, usando o peso da máquina pública a seu favor.
Direita presa ao passado
A avaliação é do colunista Robson Bonin, que aponta que a mobilização anunciada pelo deputado Nikolas Ferreira, com uma caminhada de Minas Gerais até Brasília, simboliza esse engessamento. O protesto tem como foco a prisão de Bolsonaro e dos condenados pelos atos antidemocráticos, mas pouco dialoga com temas que afetam diretamente a vida do eleitor, como custo de vida, segurança e economia.
Agenda positiva do Planalto
Enquanto a oposição insiste em pautas ligadas ao bolsonarismo, Lula ocupa o noticiário com entregas e anúncios. Programas sociais, ampliação do Bolsa Família, investimentos públicos e ações em estados como o RS reforçam a imagem de um governo em movimento. Para Bonin, esse contraste favorece o Planalto num cenário em que a eleição tende a ser plebiscitária.
O peso da máquina pública
O colunista destaca que não se pode subestimar o impacto eleitoral de políticas públicas em execução. Para o eleitor comum, a chegada de recursos, obras e benefícios tem efeito concreto e imediato. Mesmo com índices de reprovação apontados por pesquisas, Lula segue ocupando o centro do debate político, enquanto a oposição não apresenta um projeto claro de futuro.
O que a oposição deixa de lado
Bonin avalia que a direita poderia explorar temas com grande potencial de desgaste para o governo, como violência, dificuldades econômicas, gastos públicos ineficientes e escândalos envolvendo fraudes bilionárias e emendas parlamentares. No entanto, essas pautas acabam ficando em segundo plano diante da insistência em defender Bolsonaro.
Vantagem estratégica
Na leitura do colunista, a imagem de um presidente ativo, cumprindo agenda e anunciando investimentos, contrasta com uma oposição fragmentada e presa a pautas identitárias. Se não mudar rápido de estratégia, a direita corre o risco de chegar à disputa eleitoral em clara desvantagem, enquanto Lula segue marcando gols sem grande resistência.
Fonte: Veja / Coluna Radar / Robson Bonin
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


