URI Santiago registra primeira formatura com trajes em homenagem a Ogum

Novo bacharel ressalta que a escolha da vestimenta celebra os fundamentos de acolhimento e auxílio ao próximo que guiam sua trajetória espiritual

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Santiago, RS – A solenidade de colação de grau do curso de Direito, ocorrida em 31 de janeiro, registrou um marco histórico de inclusão e respeito à diversidade. O formando Edson Ildefonso dos Santos Prestes (Pai Edinho) optou por substituir a tradicional beca preta por vestes nas cores vermelho e verde, em homenagem ao seu Orixá, Ogum. O gesto, inédito na instituição, simbolizou a união entre a conquista acadêmica e a ancestralidade da Umbanda.

Fé e ancestralidade no meio acadêmico
Para o novo bacharel, a escolha foi uma forma de honrar sua trajetória espiritual e combater o preconceito contra religiões de matriz africana. “Foi uma oportunidade de mostrar que nossa Umbanda Sagrada é força, fé e amor”, destacou Edson. As cores escolhidas representam Ogum, guia espiritual associado à coragem e à abertura de caminhos.

O formando também ressaltou o papel social de sua casa religiosa, que atua na caridade sem distinções. “Nossa missão se cumpre ajudando a quem precisa, com humildade”, explicou.

Diálogo e respeito à diversidade
A decisão de utilizar o traje religioso não foi isolada; a proposta foi apresentada por Edson e aprovada por unanimidade por seus colegas de turma. A coordenadora do curso de Direito e presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (COMPIER), professora Fabiana Barcelos da Silva Cardoso, reforçou que a universidade acolheu o pedido baseada em princípios decoloniais e no direito constitucional à liberdade religiosa.

A URI não se furtaria de efetivar este direito, consagrando o primeiro formando com vestes de matriz africana em suas colações”, afirmou a professora.

Contexto histórico e jurídico
Embora os trajes acadêmicos sigam tradições europeias medievais, a coordenação do curso pontuou a necessidade de respeitar heranças culturais além das eurocêntricas. O ato de Edson foi visto como uma expressão do Estado Laico, que garante a convivência respeitosa entre diferentes crenças.

Durante o culto ecumênico que antecedeu a formatura, o bacharel também representou sua espiritualidade ao lado de outras tradições, reforçando o caráter plural da cerimônia. Em nota, a URI Santiago parabenizou o egresso pelo protagonismo na promoção de uma cultura acadêmica orientada pelo respeito às diferenças.

Fonte: Ana Paula R. Kemerich – Núcleo de Comunicação

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