Santiago, RS – Uma pesquisa feita pelo curso de Administração da URI Santiago aponta que o custo dos alimentos essenciais na cidade manteve-se estável na virada de ano. Em janeiro, a cesta básica registrou uma leve alta de 0,37%, passando de R$ 691,69 para R$ 694,23. Embora o aumento real tenha sido de apenas R$ 2,54, o valor total preocupa por comprometer grande parte da renda do trabalhador.
Vilões e aliados do bolso
O cenário de estabilidade foi resultado de um equilíbrio entre itens que dispararam e outros que ficaram mais baratos. O grande “vilão” do mês foi o tomate, com um salto de 21,26%. Por outro lado, o café e o pão francês ajudaram a segurar o índice, registrando quedas superiores a 6%.
Os maiores aumentos:
- Tomate: +21,26%
- Feijão: +6,34%
- Leite: +4,35%
As maiores quedas:
- Café: -6,73%
- Pão Francês: -6,43%
- Banana: -5,52%
Curiosidade: O arroz foi o símbolo da estabilidade, mantendo exatamente o mesmo preço de dezembro para janeiro.
O impacto no salário
O levantamento, orientado pelo professor Marcos Vinicios Machado, revela um dado alarmante sobre o poder de compra em Santiago: o trabalhador local precisa dedicar 100 horas de serviço por mês — quase metade da jornada de 220 horas — apenas para comprar os alimentos básicos.
De acordo com a metodologia do DIEESE aplicada aos custos locais, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) em janeiro de 2026 deveria ser de 5.832,21 — valor quase quatro vezes maior que o mínimo atual. (Fonte: URI Santiago)
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