Estado – RS – Em poucos dias, dois ou três registros de veículos incendiados chamaram atenção no RS. De carro antigo a modelo mais novo, de caminhão a ônibus, o fogo surge rápido e muitas vezes parece começar do nada. Mas não começa. Há causas técnicas e elas se repetem.
Um dos casos ocorreu em Horizontina. Uma Variant pegou fogo na localidade de Bela Vista. O motorista não se feriu. Os bombeiros usaram água e espuma porque havia presença de metais como magnésio e alumínio, que podem intensificar a combustão. Também houve registro recente em Redentora e outro envolvendo veículo pesado nesta semana.
Sistema elétrico envelhecido
Em modelos antigos como Fusca, Brasília, Kombi e Voyage, o problema costuma estar na fiação ressecada. O isolamento perde eficiência, ocorre curto-circuito e a faísca inicia o incêndio.
Vazamento de combustível
Mangueiras antigas ou mal encaixadas podem vazar. Basta calor ou faísca para o fogo começar. Em carros carburados o risco é maior.
Instalações paralelas
Som automotivo mal instalado, faróis adaptados e ligações fora do padrão elevam o risco. Muitos incêndios começam após modificações elétricas.
Veículos modernos também queimam
Nos mais novos entram outros fatores:
– Sistemas eletrônicos complexos
– Componentes leves com ligas metálicas
– Catalisadores que atingem alta temperatura
– Sistema de combustível com maior pressão
Materiais atuais queimam mais rápido
Plásticos e revestimentos sintéticos facilitam a propagação das chamas.
Caminhões e ônibus
Nos pesados o risco aumenta por:
– Longas jornadas
– Superaquecimento
– Acúmulo de óleo e graxa
– Manutenção atrasada
Não é só carro velho. Não é só carro novo.
Curto elétrico, vazamento e calor excessivo seguem como principais causas.
O que mudou é a rapidez com que o fogo se espalha.
Fonte: Bombeiros e relatos regionais.
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