Passo Fundo – RS – O Ministério Público deflagrou a segunda fase da Operação Gollum contra um esquema de lavagem de dinheiro que nasceu de fraudes e desvios de recursos públicos destinados a tratamentos de saúde domiciliar (home care). A ofensiva ocorreu em cidades do RS e também em Santa Catarina, com foco em quem ajudava a esconder o patrimônio roubado dos cofres do Estado e do IPE Saúde.
Bloqueios e buscas
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12 milhões em contas e bens dos investigados. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados em Passo Fundo, Canoas e Esteio, além de Balneário Camboriú (SC). Nesta nova etapa, 12 novos alvos entraram na lista dos promotores, sendo nove pessoas e três empresas suspeitas de integrar a organização criminosa que praticava estelionato contra o governo.
Herança da primeira fase
Esta operação é um desdobramento da “Gollum I”, no final de 2024. Naquela época, o Ministério Público descobriu que familiares, advogados e prestadores de serviço agiam juntos para inflar valores e desviar dinheiro que deveria ir para o atendimento de pacientes em casa. Segundo o promotor Diego Pessi, a análise dos documentos e dados digitais colhidos anteriormente revelou como o grupo tentava “limpar” o dinheiro sujo, comprando bens e movimentando valores de forma oculta.
Asfixia financeira
Mais do que prender, o Ministério Público quer recuperar cada centavo que foi tirado da saúde pública. Os documentos e equipamentos apreendidos hoje serão usados para reconstruir o caminho do dinheiro e garantir que os responsáveis paguem pelo prejuízo causado ao erário e aos segurados do IPE.
Redação, João Lemes; Fonte: Ministério Público do RS
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